Dom, 10 de Dezembro de 2017

Agentes comunitários da saúde participam de capacitação sobre leishmaniose - 01/07/2017 | 10:50

Os agentes comunitários de saúde e de endemias da Prefeitura de Itabirito participaram de uma capacitação sobre leishmaniose na segunda-feira, 26, na Casa de Cultura. A palestra foi ministrada pela professora de epidemiologia da escola de medicina veterinária da UFMG, Danielle Ferreira, e teve o objetivo de atualizar o conhecimento dos funcionários sobre as formas de prevenção da doença.

Durante o encontro, os agentes receberam informações sobre as formas de identificação e prevenção do inseto transmissor (Flebotomínio, mais conhecido como mosquito palha), contaminação e sintomas da doença no homem e em cães, que são os principais hospedeiros da doença em área urbana. Em seguida, eles participaram de oficinas práticas para conhecimento do inseto, informações sobre a realização do teste rápido de identificação da doença em cães e formas de prevenção.

De acordo com a professora Danielle Ferreira, a capacitação é importante para que os agentes estejam seguros sobre as informações. “É importante que os agentes, que entram frequentemente na casa das pessoas, estejam preparados para identificar os possíveis casos e conscientizar os moradores, contribuindo para a diminuição dos casos da doença. A prevenção é a forma mais fácil e barata de combate”, disse.

Para o supervisor de controle animal, Wendel Martins de Souza, a capacitação é fundamental para que todos os agentes de saúde consigam identificar os casos. “A melhor forma é a prevenção e a conscientização dos moradores. Agora, temos mais pessoas para ajudarem no combate”, afirmou. “A palestra foi muito boa, pois agora temos informações mais detalhadas que vão facilitar no momento de identificação dos casos”, disse a agente de saúde Dilmara Regina.

Leishmaniose

A leishmaniose é uma zoonose, doença transmitida entre homens e animais, que acomete várias espécies, dentre eles, cães, gatos, eqüinos, animais silvestres. A manifestação ocorre na pele ou nas vísceras, causado por um protozoário. A transmissão se dá pela picada do inseto Flebotomínio. O cão é hospedeiro e pode transmitir a doença para o ser humano e para outros animais. Quando estão infectados, podem apresentar sintomas como crescimento excessivo das unhas, perda de peso mesmo com a alimentação normal, feridas na pele e lacrimação dos olhos.

Os principais sintomas da leishmaniose visceral, que é o tipo mais grave, em humanos são febre, palidez e aumento do fígado e do baço. A doença tem tratamento e geralmente acomete pacientes com o sistema imunológico enfraquecido, como crianças, idosos e mulheres grávidas.

Tratamento de cães

Os cães que atestavam positivo para a doença após a realização do teste rápido e do teste de sorologia – Elisa - eram encaminhados para eutanásia, de acordo com diretrizes do programa de controle de Leishmaniose visceral, do Ministério da Saúde, até o início deste ano. Porém, agora, com a liberação do medicamento Milteforan, testado e aprovado para o tratamento da leishmaniose visceral canina pelo Ministério da Saúde e Ministério da Agricultura, o tutor tem a opção de tratar ou fazer a eutanásia de seu animal. 

O tratamento ainda é caro e exige responsabilidade do tutor e do médico veterinário que acompanha o animal. Por isso é preciso avaliar bem a situação, pois devido à gravidade da doença, o animal não pode permanecer no ambiente sem proteção, como o uso de coleiras impregnadas com repelentes para o mosquito palha, correndo o risco de infectar mosquitos, animais e pessoas. 


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